A defesa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai recorrer da condenação a 22 anos de prisão - pelo assassinato da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samúdio.
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão, 19 em regime fechado pelo homicídio de Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno, e três anos em regime aberto pela ocultação do cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
Uma gravação exibida com exclusividade, no domingo (28), pelo Fantástico, mostra o momento em que Bruno contou pela primeira vez como foi o assassinato, que teria sido planejado pelo amigo dele, Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
“O rapaz pediu que o Macarrão amarrasse a mão dela para frente e deu uma gravata nela, enforcou”, contou Bruno.
O advogado de Bruno quis saber quem era o executor. “O Macarrão quando contratou a pessoa, que chamou de neném, estava se referindo a pessoa de Bola?”, questionou o advogado. Bruno respondeu: “Sim, senhor”.
A gravação foi feita durante o julgamento de Bruno, há pouco mais de um mês. A defesa de Bola tentou provar que ele não conhecia o goleiro. A acusação mostrou o registro de ligações telefônicas entre Bola e Macarrão na noite em que Eliza foi morta.
Estendendo-se até o fim de semana, durante seis dias, o julgamento de Bola foi o mais longo e também o mais tenso do caso Eliza Samúdio. Um embate que, para a defesa de bola, ainda não acabou. O advogado já recorreu da sentença e vai pedir a anulação do julgamento.
“São questões havidas posteriormente à pronúncia que nós queríamos levantar e que não foram permitidas pela magistrada”, disse Ércio Quaresma.
“A promotoria de Justiça desta sentença não estará a recorrer”, afirmou o promotor Henry Wagner.
Do Bom dia Brasil G1
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