A assombração que rondou as repúblicas de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, tem elementos típicos de uma boa história de terror. Uma foto de um bebê sorridente tocando piano que apavorava os estudantes, assombra, até hoje, os moradores da pacata cidade mineira.
A fotografia envolve muitos mistérios, mas pouco se sabe sobre sua origem. A bebê, conhecida apenas como Juliana, causa, no mínimo, um certo receio de quem se depara com a imagem.
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O primeiro a levar o quadro para uma república foi Thompson Vangller, hoje com 19 anos. Quando se deparou com a figura do bebê, em 2008, não encontrou nada de assustador.
— Achei o quadro em uma rua. Três meninas estavam perto e disseram que era a Juliana e que ninguém queria ela mais. Levei para a república, onde morava com mais cinco amigos.
Inicialmente, o estudante achou que o quadro não representaria nenhum problema para a convivência da casa. Porém, um dos colegas de quarto se apavorou com a imagem e acreditava em uma força obscura presente na figura.
— Ele falava que o quadro era do mal. Pediu para tirar da casa. A gente falou que ia jogar fora, mas coloquei do lado da cama dele. Ele levou um susto e jogou na rua.
Para agradar o colega de república, Vangller presenteou um amigo com o quadro. Entretanto, o bebê tocando piano também não deixou o estudante em paz.
— Meu outro amigo também não gostou. Ele me ligou dizendo que estava vendo coisas na casa. Fui lá, achando que era brincadeira dos meninos, mas não tinha ninguém na casa. Ele disse que viu vultos, e a televisão desligou e ligou sozinha.
Assustada com o caso, a mãe do menino chegou a aconselhar que ele jogasse o quadro em uma encruzilhada e ateassem fogo quando o filho disse que iria matar alguém.
Depois da confusão, Vangller pegou o quadro novamente e o colocou em seu quarto. Após se formar, se mudou da cidade e a casa foi entregue à imobiliária com o quadro. Até hoje, moradores Santa Rita do Sapucaí, como a jovem Mariana Silva, de 19 anos, se perguntam qual o paradeiro do bebê sorridente tocando piano.
— A gente ouve boatos de que o quadro pode dar até em morte, mas ninguém sabe onde ele está.
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