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| O batom na cueca do deputado José Guimarães Posted: 11 Jul 2016 09:02 AM PDT Quando prenderam o ex-vereador petista Alexandre Romano, no ano passado, os investigadores da Operação Lava Jato chegaram ao topo de um intrincado esquema de corrupção disseminado em diferentes áreas do governo federal. Como um autêntico lobista, Romano usava a proximidade com integrantes da cúpula do PT para abrir caminhos na burocracia estatal a empresários dispostos a pagar generosas "comissões" por contratos e privilégios na máquina pública. O negócio era bom para os empresários, que não precisavam lidar diretamente com os corruptos nas repartições públicas para defender seus interesses. Era bom para os políticos corruptos, que não precisavam lidar diretamente com os empresários corruptores para receber seus pixulecos. A mágica toda era feita pelo "consultor". Investido nesse papel, Romano fazia propina virar dinheiro limpo, disfarçado a partir de contratos fajutos de consultoria jurídica. O ex-vereador recebia o dinheiro, tirava sua parte, e repassava o restante aos "padrinhos" políticos - um deles o deputado petista José Guimarães. As provas dessa relação criminosa começaram a aparecer. Líder do governo da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o petista José Guimarães também lucrou bastante ajudando os corruptos. Para desgraça de Guimarães e de seus colegas petistas que se locupletaram do dinheiro público, Romano, logo depois de preso, fechou um acordo de delação premiada. Uma das suas qualidades, agora se sabe, era a organização. Romano guardava notas fiscais, minutas de contratos e até cópias dos cheques que repassava aos corruptos a título de propina. Romano contou aos procuradores do Ministério Público que o deputado José Guimarães havia usado sua influência política junto ao Banco do Nordeste para destravar um negócio milionário. Em troca, recebeu 95.000 reais de propina em dois cheques - um de 30.000 reais e outro de 65.000. Além de descrever o golpe e a participação de Guimarães, Romano apresentou a cópia do cheque. No canhoto do talão, ele registrou a natureza do gasto: "despesas gerais JG", de José Guimarães. O deputado petista preferiu não embolsar a propina. Usou o cheque para pagar os honorários de seus advogados. Sem saber da origem do dinheiro, o escritório Bottini & Tamasauskas Advogados confirmou a VEJA o recebimento do dinheiro, informou que declarou a operação e já prestou todas as informações à Justiça. No auge do esquema do mensalão, Guimarães teve um assessor preso com dólares escondidos na cueca. Era a defesa dos advogados desse caso que Guimarães pagou com o cheque da propina. Outro tremendo "batom na cueca" do parlamentar petista, que pode custar a ele um processo por crime de corrupção e a até cassação de seu mandato. |
| Deputado Agenor Neto critica projeto que altera incentivos fiscais no Estado Posted: 11 Jul 2016 06:53 AM PDT O deputado Agenor Neto (PMDB) criticou o projeto de lei que altera a legislação de incentivos fiscais que deve ser votado nos próximos dias na Assembleia Legislativa do Estado. A proposta pretende reduzir em 10% todos os benefícios fiscais concedidos a empresas da indústria e do comércio instaladas no Estado. "É uma proposta absurda. Isso vai mexer com toda a economia do Estado, causando desemprego, contudo deve servir aos propósitos do Governo que é gerar recursos para festas e obras eleitoreiras, como tem ocorrido nesses últimos dias", disse Agenor Neto. De acordo com o Governo, a medida valerá por dois anos, período durante o qual todas as companhias que usufruem de incentivos, terão que depositar 10% do benefício que recebem do Estado. "Esse projeto, ninguém sabe o impacto financeiro e o que vai acontecer com os que produzem. Para alguns setores pode representar a falência, em outros não", destacou. Fonte: Assessoria |
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