Iguatu Noticias

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Pesquisa Ibope: Roberto Cláudio 52% e Capitão Wagner 48%

Posted: 29 Oct 2016 04:35 PM PDT

Divulgada neste sábado (29) a última pesquisa Ibope de intenção de votos para a Prefeitura de Fortaleza antes da votação do 2º Turno, que ocorre neste domingo (30). O prefeito Roberto Cláudio (PDT), que concorre à reeleição, tem 52% dos votos, enquanto o candidato Capitão Wagner (PR) soma 48%, considerando os votos válidos, mesmo critério utilizado para definir o vencedor da disputa. O resultado indica empate técnico, considerando a margem de erro.

Já na pesquisa Datafolha, divulgada também neste sábado, o prefeito Roberto Cláudio conta com 56% dos votos válidos, enquanto o deputado estadual Capitão Wagner tem 44%. Neste levantamento, encomendado pelo jornal O Povo, foram ouvidos 1.748 eleitores da Capital, enquanto o Ibope entrevistou 805 pessoas.

Números do Ibope

Considerando os votos totais, Roberto Cláudio (PDT) soma 46% das intenções de votos, enquanto Capitão Wagner (PR) aparece com 42%.

Votos Brancos e Nulos aparecem com 9% e os entrevistados que Não Sabe/Não Respondeu representam 3%. A margem de erro de pesquisa é de 3 pontos percentuais.

O levantamento, que foi encomendado pela TV Verdes Mares, está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob o número CE-07118/2016. Os entrevistados foram ouvidos em Fortaleza nos dias 28 e 29 de outubro.

Pesquisa Anterior

Na última pesquisa Ibope, divulgada em 14 de outubro último, Roberto Cláudio havia registrado 51% das intenções de votos. Já Capitão Wagner somou 38% dos votos totais. Brancos e Nulos apareceram com 7% e os entrevistados que Não Sabem/Não Responderam representaram 4%. A margem de erro de pesquisa foi de 3 pontos percentuais.

Quando foram considerados apenas os votos válidos, sem brancos e nulos, Roberto Cláudio teve 57% dos votos contra 43% do Capitão Wagner, uma diferença de 14 pontos percentuais.



MP investiga vereadores que reajustaram salários em Iguatu e outros municípios

Posted: 29 Oct 2016 04:33 AM PDT

O coordenador do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio e da Moralidade Administrativa, Breno Rangel, disse, ontem, que há uma proibição nos aumentos concedidos pelos vereadores logo após as eleições municipais, em vista de que há indicativos de legislação em causa própria.

Rangel, que participou do anúncio formal dos municípios que passam a ser investigados por suspeita de desmonte, explicou que não existe proibição de aumento nos vencimentos, uma vez que, no período de 180 dias do fim do mandato, o reajuste passa a ser para a próxima legislatura. No entanto, lembrou que há alguns pré-requisitos, como o fato de que atos legislativos dessa natureza ocorreram após as eleições, quanto os vereadores já tomaram conhecimento se foram ou não reeleitos.

"Nesse caso, há uma quebra do princípio de moralidade e da impessoalidade. "Vamos analisar cada lei aprovada teve um estudo sobre o impacto financeiro para saber se, no próximo exercício administrativo, há como cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Desmonte

Para o promotor público, não há uma relação necessária de desmonte praticado pelos vereadores. No entanto, frisou que há procedimentos de anulação de aumentos por inviabilizar gestões do próximo ano.

Ele deu como exemplo a recomendação dada pelo Ministério Público em Iguatu, por descumprimento da Lei Orgânica do Município. Em Juazeiro do Norte, lembrou que também já houve um procedimento para desautorizar o aumento na Câmara Municipal, também por informação de que a lei foi encaminhada após as eleições. "Nós vamos analisar cada caso, mas, a princípio podemos anular os aumentos ocorridos na votação. O poder legislativo poderia até votar novamente, desde que cumpram os pré-requisitos legais", ressaltou o promotor. Segundo o coordenador, procedimentos irregulares estão sendo avaliados por promotores de Iguatu, Quixeramobim, Sobral, Juazeiro do Norte e Farias Brito.

Questão

"São vários casos e a orientação é a compatibilidade com a aplicação da lei", disse. Na sua avaliação, o grande problema é que os vereadores e os prefeitos tiveram dez meses para enviar projetos de lei prevendo o aumento e deixaram exatamente para o momento posterior e imediato às eleições.

Segundo Breno, muitos vereadores estão legislando em causa própria. Ou seja, estão aumentando o próprio salário, o que desrespeita o princípio da moralidade e da probidade.

Os reajustes foram destacados quase uma semana depois das eleições de 2 de outubro e, no primeiro momento, envolve as principais cidades do Estado, em população e em desenvolvimento econômico.


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