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Bom dia! Chegamos ao último domingo do ano. Um bom momento de se lembrar que seu corpo e nem sua vida são definidos entre o Natal e o dia 31, mas ao longo dos outros 348 dias. Um alento para os disciplinados e o terror dos desleixados. Ao invés de brigar com o que já foi, escolha ser melhor daqui pra frente. Há sempre uma nova oportunidade. Nossa editoria também gostaria de agradecer essa audiência frequente e extremamente fiel dos domingos, que abraçou essa edição desde que começamos a escrevê-las em julho. Boas festas! |
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BIG STORY |
Bicho de pelúcia virou coisa de adulto? |
| Imagine o quarto de alguém na casa dos vinte e poucos anos… A decoração, os objetos, os desenhos espalhados pelo espaço. Agora repare em um detalhe que parece fora de lugar: um ursinho de pelúcia. Pode soar estranho, mas não é incomum. | Nos últimos meses, imagens de jovens adultos exibindo pelúcias, bonecos Labubu e personagens "fofos" tomaram o TikTok e o Instagram. O que poderia ser visto apenas como trends com data de validade revela algo maior. | Um relatório recente da Circana mostra que 43% dos adultos no Reino Unido compraram brinquedos para si mesmos ou para outros adultos neste ano. Entre consumidores de 18 a 34 anos, esse número salta para 76%. |
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Na prática, adultos passaram a sustentar uma fatia relevante da indústria dos brinquedos, enquanto crianças trocam bonecas e carrinhos por telas e tablets. |
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Nostalgia como resposta ao caos |
Segundo dados do GWI, 15% dos jovens preferem pensar no passado em vez do futuro, e quase metade demonstra apego emocional a referências culturais que antecedem o próprio nascimento. Os números ajudam a dimensionar esse movimento: |
As vendas de discos de vinil cresceram, em média, 18% ao ano nos últimos cinco anos, e cerca de 60% dos jovens afirmam comprar discos, segundo o relatório Audio Tech Lifestyles, da Futuresource Consulting. Em 2024, os vinis superaram os CDs e passaram a representar 76,4% das vendas de mídias físicas, consolidando o formato como um "novo velho hábito" entre consumidores jovens. O mesmo acontece com tecnologias consideradas ultrapassadas: as buscas por câmeras digitais cresceram até 563% em 2024, com a Geração Z liderando esse resgate.
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O que realmente é interessante: Mais do que consumo ou estética, tudo isso funciona como âncora emocional. Em contraste com uma vida hiperconectada e performática, o analógico passou a cumprir um novo papel: o de regulação emocional coletiva. |
 | (Imagem: Getty Images) |
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O foco é desacelerar, criar pertencimento e recuperar algum senso de controle em meio ao caos. |
Mas vai além da nostalgia… O fator "Rir para não surtar" |
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A ciência explica parte da história 🧠 |
Outro estudo recente da Universidade de Cambridge apontou que o cérebro humano permanece em "fase adolescente" até os 32 anos. É o período de maior eficiência neural, mas também de maior sensibilidade emocional. |
 | (Imagem: Getty Images) |
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Ou seja, do ponto de vista biológico, muitos jovens adultos ainda estão consolidando identidade, vínculos e sensação de segurança, justamente em um mundo que oferece cada vez menos estabilidade. |
Amor, trabalho e o medo de se comprometer |
Esse atraso simbólico da vida adulta aparece também nos afetos. Noutra pesquisa, 75% dos jovens estavam solteiros e não se relacionavam durante a pandemia — um dado que ajuda a entender a ruptura afetiva que se consolidou nos anos seguintes. |
Desde então, o termo burnout amoroso ganhou força, representando uma aversão aos aplicativos de namoro, medo de se apegar e uma vigilância constante sobre "red flags" e "icks". |
Relacionar-se virou um campo minado: muita expectativa, pouca entrega e alto custo emocional. |
No trabalho e no dinheiro, a lógica é parecida. Dados recentes mostram isso: |
27% da Geração Z têm mais dívidas do que economias, reflexo de um consumo mais imediato e da descrença no longo prazo; 58% dos jovens aceitam um emprego sem intenção de permanência; 46% dos jovens concorda com a afirmação: "Não importa o quanto eu trabalhe, nunca serei capaz de comprar uma casa que eu realmente ame".
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Infantilização ou adaptação? |
A geração claramente demonstra dificuldades de lidar com frustrações inevitáveis da vida adulta. Como consequência, surge esse "escapismo" da realidade, que se materializa através do consumo e dos comportamentos. O ursinho de pelúcia aos 20 e tantos anos é só a ponta do iceberg… |
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MANCHETES DO DIA |
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A renomada atriz francesa Brigitte Bardot faleceu nesta manhã, aos 91 anos |
Rússia ataca a Ucrânia com dezenas de drones antes do encontro de hoje entre Trump e Zelensky |
Avião ultraleve de publicidade cai no mar da Praia de Copacabana; o piloto era o único a bordo e morreu |
Depois de rejeitar pedido da PGR, Dias Toffoli rejeita recurso do Banco Central e mantém acareação sobre caso do Banco Master |
PP cita distanciamento de Tarcísio e avalia lançar candidato ao governo de SP |
Milei consegue aprovar Orçamento, prevendo crescimento de 5% do PIB, inflação de 10,1% e déficit zero |
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APRESENTADO POR ALPECIN |
Este shampoo com cafeína previne queda e é Nº1 na Alemanha |
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EDITORIAL |
"O que importa não é o que você faz entre o Natal e o ano novo, mas entre o ano novo e o Natal." |
Crescemos ouvindo essa frase nos almoços de fim de ano. À primeira vista, parece apenas um ditado bem-intencionado, quase automático, repetido entre sobremesas e brindes. |
Mas ela carrega uma dualidade profunda: disciplina e desleixo. |
Para quem atravessou o ano com constância — cuidando do corpo, das finanças, das relações — a frase soa como alívio. Uma confirmação silenciosa de que o caminho importa mais do que os tropeços ocasionais. |
Para o oposto, para quem viveu de excessos e passou o ano buscando atalhos, soluções mágicas e recomeços imediatos, a mesma frase provoca desconforto. Ela expõe algo difícil de encarar: não existe compensação rápida para a ausência de direção. |
De maneira quase mágica, essa época do ano revela uma verdade simples e incontornável: o que transforma não são os excessos pontuais, mas os hábitos repetidos. |
Esse marco simbólico dos 365 dias, que chamamos de ano, é muito convidativo aos "balanços". |
Balanço patrimonial, balanço da sua saúde, do seu nível de alegria e também dos relacionamentos — sim, é um conselho óbvio, mas quem nos dera se tivéssemos feito o óbvio durante todo o ano. |
Na figura de aluno, tire um tempo para olhar o que passou e nesse exercício, pense que você está sentado em uma cadeira de colégio, daquelas de madeira simples, com o local de colocar o caderno embaixo. |
Não caia na armadilha de se projetar em um tribunal. É bom lembrar que o dia do juízo ainda não chegou pra você. O passado ajuda mais quando é professor, mesmo que muitos insistam em tratá-lo como juíz. |
Uma dessas óticas forma caráter, ajusta direção e devolve clareza. A outra apenas paralisa, culpa e consome energia que deveria estar a serviço do futuro. |
Diretamente do Chat GPT quando pedi uma frase de efeito que resumisse esses parágrafos: "O que passou só cumpre sua função quando se oferece como lição, não como sentença". |
Por isso, não adianta brigar com o que já foi. Isso já cumpriu seu papel: revelar quem você pode ser se não escolher ser melhor e aprender. |
Não se engane, no entanto, com a ideia confortável de que "ainda há tempo de mudar" como se o tempo, por si só, resolvesse alguma coisa. O tempo não corrige rota — decisões fazem isso. |
A escolha que importa é sempre a próxima, nunca a passada. Mais que justificativa, essa época do ano pede aprendizado. |
Faça seu balanço. Ajuste o rumo. Uma virtude a mais, um vício a menos. |
Que seu próximo ano não seja uma fuga do anterior, mas consequência do que você aprendeu com ele. A estrada segue. O que muda é a forma como você caminha. |
Ah… Para fechar com mais uma clássica e clichê: "O ano não muda se você não mudar". Boas festas! |
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SAÚDE |
🫀 Saúde em 2025. Cinco avanços médicos que deram esperança este ano |
🇨🇺 Emergência sanitária. Cuba enfrenta epidemia simultânea de dengue, chikungunya e oropouche |
🧠 Alzheimer no radar. Novo medicamento interrompe o avanço da doença em testes iniciais |
🦠 Doenças sob vigilância. Monitoramento global de doenças hemorrágicas segue em alerta |
🫁Lições de longevidade. Mulheres vivem mais do que homens, e a ciência explica por quê |
🇧🇷 Reconhecimento internacional. OMS valida Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV |
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TO CLICK |
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CULTURA E ENTRETENIMENTO |
Se 2025 foi um ano forte para os lançamentos cinematográficos, 2026 promete ser ainda maior. Entre dezenas de estreias anunciadas, alguns títulos já despontam como apostas quase certas de impacto. |
| A Odisseia | Christopher Nolan decidiu encarar o "filme impossível": adaptar Homero com orçamento de blockbuster, elenco de gala e ambição épica — sem ironia. Orçamento de nada menos que US$ 250 milhões. | Depois de Oppenheimer, o diretor promete batalhas grandiosas, criaturas místicas e um espetáculo pensado para salas IMAX. | A Odisseia deve ser o grande evento cinematográfico de 2026. Dá para ter um gostinho com essas imagens dos bastidores. |
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Homem-Aranha: Um Novo Dia | Depois de Sem Volta Para Casa, a Marvel faz algo raro: diminui a escala. | Sem Vingadores e sem o multiverso como muleta, o novo filme aposta em um Peter Parker mais solitário, urbano e vulnerável. A presença do Justiceiro e do Hulk indica uma história mais pé no chão. | É uma tentativa clara de reconectar o personagem com quem cresceu junto com ele. Quase nove anos após sua primeira aparição em Capitão América: Guerra Civil (2016), aquele público já não é mais criança — e o filme parece saber disso. |
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| O Diabo Veste Prada 2 | Os anos 2000 não saíram mesmo de moda. A continuação de O Diabo Veste Prada chega em um mundo dominado por redes sociais, influenciadores e algoritmos. | Miranda Priestly agora precisa lidar com uma indústria da moda completamente transformada, enquanto Andy Sachs retorna em outro momento da vida. | É uma releitura sobre poder, imagem, trabalho e relevância em tempos digitais. |
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TO EAT |
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Agora não tem volta: o verão oficialmente está aqui. Esteja você na praia, na cidade ou no interior, sempre dá para criar um gostinho de férias. Esse bobó de camarão é reconfortante, brasileiro e mais simples do que parece. |
Ingredientes: |
500 g de camarão médio, limpo Sal e pimenta a gosto Suco de 1/2 limão 2 dentes de alho picados 500 g de mandioca cozida 1 vidro de leite de coco 1/2 cebola picada 2 colheres de sopa de azeite 1 colher de sopa de azeite de dendê 1/2 xícara de molho de tomate Cheiro-verde a gosto
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Modo de preparo: |
Tempere os camarões com sal, pimenta, alho e limão e reserve. Bata a mandioca cozida com o leite de coco até formar um creme. Em uma panela, refogue a cebola no azeite, junte os camarões e deixe dourar rapidamente. Acrescente o molho de tomate, o creme de mandioca e o dendê. Cozinhe por alguns minutos, mexendo, até encorpar. Finalize com cheiro-verde. |
Sirva quente, com arroz branco e uma boa farofinha para ao lado. |
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TO READ |
| Em 1965, o jornalista Gay Talese foi enviado para entrevistar Frank Sinatra. O problema: o cantor estava resfriado — e se recusou a dar a entrevista. | Neste livro, o autor parte de uma ideia simples e poderosa: é possível contar uma grande história mesmo quando o personagem principal não fala. É justamente essa ideia que transforma a reportagem em algo extraordinário. | A partir de observações, bastidores e relatos de quem orbitava Sinatra, o texto constrói um retrato profundo sobre poder, ego, fama e fragilidade. |
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RODAPÉ |
SUNDAY'S (the news) |
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bom domingo e até amanhã! |
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